MINHA PLANTAÇÃO, MEU BIOFUNGICIDA

Autores:  William Marcondes Facchinatto,  Vinícius Guimarães Ferreira,  

Logan é um pequeno produtor de hortaliças que recebe auxílio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) na região de São Carlos. Atualmente, ele passa por uma má fase nos negócios devido à uma acentuada quantidade de fungos presente em sua plantação.

Entretanto, os agrotóxicos comerciais estão muito além de sua renda e vão de encontro ao ideal proposto pelo PRONAF. Como uma metodologia alternativa para o tratamento de sua lavoura, Logan pensou em utilizar um “agrotóxico natural”, proveniente de algumas plantas nativas de sua região e que possuem, segundo uma matéria no programa “Terra Viva” da TV Bandeirantes, atividade antifúngica.

Logan escreve então para o Professor Xavier, renomado cientista da USP, Campus de São Carlos, que trabalha com estudos da composição química de plantas nativas da região.

Bom dia professor Xavier, como vai?

Soube por alguns amigos que o senhor é um famoso cientista de plantas.

Estou com um sério problema e acredito que o senhor possa me ajudar. Minhas plantações de alface, rúcula e espinafre estão sofrendo muito com uma infestação de diversos fungos. Além dos agrotóxicos serem muito caros, meus clientes prezam muito pela produção livre de agrotóxicos, assim, pensei em pedir ao senhor uma ajuda para conseguir uma alternativa barata e eficiente para acabar com meu problema.

Domingo passado eu vi no “Terra Viva” o caso de uma fazenda que usa fungicidas naturais para combater pragas, e o fungicida era retirado de uma planta que nasce naturalmente nas minhas terras, o capim limão.

Por favor, eu seria muito grato ao senhor se me ensinasse um jeito de retirar esse fungicida dessa planta.

Muito obrigado pela atenção.

Logan Wolv da Silva

Logan entrou em contato outra vez, reforçando agora que o problema persiste e está se alastrando. Curioso e ao mesmo tempo preocupado, Xavier vai visitar a propriedade de Logan para verificar pessoalmente o estado em que se encontra sua plantação de hortaliças:

– Boa tarde, Logan, muito prazer em conhecê-lo.

– Professor, que bom que pode vir! O prazer é todo meu. Venha conhecer minha plantação. Ela fica ao fundo da propriedade, já que lá possuo um terreno em boas condições de cultivo.

Ao se dirigirem para a região, Xavier percebe que as espécies que Logan descreveu na carta possuem manchas necróticas e lesões concêntricas nas folhas com característica amarelada. Percebe também que, de fato, há bastante capim limão espalhado pela propriedade.

– Logan, esse tipo de fungo é muito comum nestas e em outras espécies de hortaliças. Precisaria realizar uns testes, mas já posso te dizer que deve se tratar de mancha-de-estenfílio (Stemphyllium spp.) ou septoriose (Septoria lycopersici).

– Entendo – disse Logan – então o senhor vai poder me ajudar?

– Mas é claro! – retrucou Xavier – vou reunir uns alunos interessados e engajados para me ajudarem a conduzir uma solução rápida, prática e com o menor custo possível. É função nossa e da Universidade retribuir à comunidade por meio do nosso conhecimento.

– Muito obrigado por aceitar, professor Xavier! Espero não ter muitos problemas com a minha entressafra desse ano.

– Com certeza encontraremos uma solução viável, Logan. Até breve! 

Xavier, como grande parte dos professores, está muito ocupado. Logo, para atender as necessidades de Logan, pede para seus alunos da graduação encontrarem uma resposta para a questão. Como recompensa, irá acrescentar um ponto na média do grupo que fornecer a melhor resposta. Os orienta a encontrar formas simples e baratas (utilizando técnicas de extração e solventes) para a obtenção dos extratos que possuem atividade fungicida a partir da Cymbopogon citratus, mas adverte que podem ser propostos extratos de outras plantas.

 

 

Cabe então a vocês, alunos do curso de Química, propor soluções que devem ser rápidas, eficazes, de baixo custo e de menor impacto ambiental. Importante ainda destacar que as possíveis soluções devem ser viáveis para aplicação por parte do próprio produtor rural, sendo necessário ponderar quanto à complexidade técnica para o uso frequente.

 

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