É CLORO QUE NÃO!

Autores:  Genisson dos Reis Santos,  Alessandro Teixeira Chaves,  

José Alberto desligou o telefone após ter falado com Carla, paciente e amiga. Ela estava muito preocupada por conta de uma notícia que visualizou em um vídeo na internet sobre a produção de trihalometanos em águas tratadas com cloro, compostos potencialmente carcinogênicos. Mesmo após o telefonema, aquela conversa ecoava em sua mente, deixando-o inquieto ao rememorar as palavras de Carla.

- Sabe, Dr. Alberto, estou muito preocupada com o que vi sobre a produção dos trihalometanos na água clorada, pois há informações de que esses compostos são potencialmente carcinogênicos. Utilizo água de torneira para fazer comida para minha família, e o senhor sabe, tenho duas filhas pequenas. Não acho que eu esteja segura, e pior, nem elas – disse Carla.

Ele tentou tranquilizá-la, dizendo que iria pesquisar a respeito e procurar saber se aquele vídeo não estava divulgando informações baseado em teoria da conspiração. No entanto, pensou consigo mesmo que se aqueles fatos fossem verdade a situação seria muito grave, e sua cliente teria razão de estar preocupada com o assunto.

Carla já era a terceira pessoa que comentara o conteúdo do tal vídeo naquela manhã. José Alberto, clínico geral experiente e praticante da medicina ortomolecular, considerada por muitos como charlatanismo, pesquisou na internet sobre o assunto e encontrou alguns artigos sérios e comprometidos, mas, que ainda eram insuficientes para dar uma resposta satisfatória a seus pacientes. Lembrou-se então de seu amigo Fernando Azevedo, químico e perito do Instituto de Criminalística de São Carlos. Entrou em contato com ele e relatou o caso.

 

- Oi, Fernando? Tudo bem, meu amigo? Olha, alguns pacientes me ligaram alarmados com a existência de compostos cancerígenos na água clorada. Você sabe se essa informação é confiável?

- Olha, Zé Alberto, eu também vi esse vídeo que está circulando nas redes sociais, pareceu-me sim ser razoável, entretanto, posso investigar melhor o assunto e depois apresentar a você um parecer a esse respeito.

-Nossa, por favor, eu ficaria muito grato – finalizou José Alberto.

Após se despedir de José Alberto, Fernando voltou às suas atividades. Devido à falta de funcionários, valia-se apenas de um estagiário, graduando em Química pela Universidade de São Paulo, para ajudá-lo com uma pilha de afazeres.

Estava abarrotado de laudos a fazer e começou a proferir impropérios contra o governo, que mesmo após a homologação do último concurso, ainda não tinha nomeados os quase 200 candidatos aprovados.

Tão absorto em seus problemas, mal notou a presença do estagiário na sala. Rapidamente, pensou em resolver a questão proposta por seu amigo, repassando a pesquisa para aquele pobre rapaz e, voltando-se para ele, disse:

- Ei, garoto, faz um favor, pesquisa aí sobre a formação de trihalometanos na água tratada com cloro e suas consequências para a saúde da população. Se conseguir propor outra maneira de efetuar o mesmo procedimento, com menos impacto à saúde, eu te arrumo uma promoção!

 

 

Agora, você como estagiário graduando em Química, deve procurar métodos alternativos para o tratamento de água, capazes de substituir a cloração e defender o que achar mais eficaz dentre eles.

 

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