EMBALADOS NA SACOLA

Autores:  Daiane Tezuka,  Sílvia Bernardinelli,  

Sr. José foi criado na roça. Ele não estudou muito, porém sempre foi muito observador. Quando se casou, vendeu tudo o que tinha, mudou-se para a cidade com sua esposa, onde montou uma pequena mercearia. Teve três filhos e somente um deles se interessou pelos estudos, o Paulo. Atualmente, Paulo mora na capital e estuda química.

Sr. José gosta muito da vida tranquila da cidadezinha onde mora, mas todos os anos no mês de março, quando as águas da chuva anunciam o fim do verão, fica apreensivo, pois a cidade é castigada pelas enchentes. Além disso, os noticiários nessa época sempre mostram cidades atingidas por esse problema. Quando acontecem as enchentes, Sr. José observa, tanto nas ruas da sua cidade quanto nas imagens da TV, que os bueiros estão entupidos por lixo, principalmente sacolas plásticas e garrafas pet. Ele se lembra também, com tristeza, das vezes em que sai para uma pescaria e lá na beira do rio encontra esse tipo de material. E ele fica pensando em uma maneira de contribuir para tirar esse material do ambiente.

Um dia desses, começando mais uma jornada de trabalho na sua mercearia enquanto atende seus clientes, Sr. José fica pensando na quantidade de sacolas plásticas que ajuda a colocar no ambiente quando embala as mercadorias que vende. Perdido em seus pensamentos, seu José olha para a porta da mercearia e tem uma surpresa: seu filho, Paulo, aproveitou o feriado e apareceu para visitar a família.

Sr. José: O meu filho!?!?!? Saudade demais docê, uai!! Esqueceu dos véio aqui, foi?!?

Paulo: Oh pai, que saudades! Saudades de minha mãe e de meus irmãos também... Como é que vão as coisas por aqui?

Sr. José: Tudo como sempre... Teve enchente de novo... já reparou no tanto de sacola de plástico que fica entupindo os bueiros? Aí eu fico pensando: de onde sai tanta sacolinha? Mas eu mesmo dou um monte pras freguesa. Se eu não der sacolinha pra elas, como é que vai ser pra levar as compras pra casa? Não posso desagradar as freguesas. Muié é braba, cê sabe que é pimenta pura, não é?? A mercearia depende delas. Tem que agradá as dona!!

Você Paulo, meu filho, que é tão inteligente, tem alguma ideia? Eu quero ajudar a tirar tanto plástico da rua e dos rios, mas sem desagradar as freguesas.

Paulo: Olha pai, existem muitas pessoas com as mesmas preocupações do senhor. Nas universidades, por exemplo, pesquisas são desenvolvidas com o objetivo de criar materiais mais adequados para a produção das sacolinhas. Alguns desses materiais já são usados comercialmente. Existem também escolas que se preocupam com a conscientização dos seus alunos em relação aos problemas ambientais. Tenho alguns amigos na faculdade que estão bem envolvidos com esse tipo de projeto. Vou falar com eles e prometo ajudá-lo com essa questão.

 

Você é um desses amigos do Paulo e tem a tarefa de encontrar alternativas para que o Sr. José continue agradando suas clientes na hora de embalar a mercadoria que vende, porém, sem agredir o meio ambiente. Proponha pelo menos duas alternativas para contribuir com o Sr. José e argumente a favor de uma delas.

 

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