CONTRASTE DA MORTE

Autores:  Natália Ellen Castilho de Almeida,  Yvan Jesus Olortiga Asencios,  

Há oito anos, seu Antônio Aparecido da Silva, um singelo trabalhador rural da cidade de Goiânia, sentia fortes dores no estômago e decidiu procurar o Dr. Roberto Martins, um conceituado médico da cidade.

- Boa tarde Seu Antônio, como posso ajudá-lo? Perguntou o Dr. Roberto.

- Boa tarde “dótor”. Estou passando muito “mar” do estômago. “Mar” acordo e já sinto dor na barriga “sô’’. Tem dia que nem agüento de tanta dor! Minha “muié” já fez de tudo, desde chá de tudo quanto é erva até reza, mas nada “resorveu”.

- Entendo, Seu Antônio. Essas dores são acompanhadas por crises de vômito?

- Não “dótor”. Só sinto muita dor!

- Hummm... Acho que teremos que fazer um exame de Raio-X para que eu possa examinar melhor o caso e então dar o diagnóstico.

Depois de uma semana Seu Antônio retornou ao consultório para fazer o exame; porém, teve que tomar um medicamento chamado Celobar® para que o exame fosse realizado. Minutos após a ingestão do medicamento, Seu Antônio começou a se sentir muito mal, sendo o caso acentuado por crises de vômito e tremores pelo corpo. As enfermeiras vieram logo ver o que estava acontecendo, mas Seu Antônio já estava tendo convulsões. O corpo médico foi acionado, mas todos os esforços foram em vão, Seu Antônio veio a falecer na manhã seguinte.

Coincidentemente, 11 casos parecidos com o do Seu Antônio foram verificados nas redondezas de Goiânia e na mesma época. Então, o Dr. Roberto, por achar muito estranho todos estes relatos, uma vez que o medicamente era inócuo, começou a pesquisar com afinco as possíveis causas que pudessem estar por traz dos óbitos registrados.

Primeiro Dr. Roberto solicitou uma biópsia de todos os corpos suspeitos ao IML (Instituto Médico Legal) de Goiânia, e os resultados indicaram quantidades elevadas de bário nos corpos analisados, bem como traços de carbonato de bário. Em seguida, comunicou à ANVISA sobre o ocorrido, e as investigações realizadas pelo órgão governamental apontaram uma adulteração da composição química do Cebolar® durante a sua fabricação. Como conseqüência, o diretor da empresa e o químico responsável pela produção do medicamento foram denunciados por fabricarem de modo impróprio o medicamento Celobar® e posteriormente processados por falsidade ideológica. Como resultado, os responsáveis pelo ocorrido foram condenados sob uma pena de 22 anos de reclusão em regime inicial fechado.

Intrigado com a situação, Dr. Roberto contatou professores do Instituto de Química de São Carlos com a finalidade de buscar subsídios que pudessem atuar como medida preventiva no uso do medicamento, e assim evitando a ocorrência de outros óbitos pela admissão do Celobar® corrompido.

De acordo com o caso proposto e com base em seus conhecimentos em química, proponha possíveis soluções de origem preventiva para o problema e argumente a favor de uma delas.

 

Estudo de Caso acessado 5329 vezes desde 16/12/12

 

Material Complementar e Soluções para o Caso

O presente material contém 3 arquivos em PDF:

- o caso para impressão no formato A4;

- o texto completo (contendo tópicos como: as fontes de inspiração, a teoria, os conceitos/habilidades/atitudes que se pretende contemplar a partir da aplicação do caso, as etapas sugeridas para a aplicação em sala de aula, as questões sugeridas para discussão e as soluções possíveis para o caso);

- a apresentação em Data-Show do caso e suas soluções.

Acessar Material Complementar