DÊ A CIPRESTE ALGO QUE PRESTE

Autores:  Fernando de Oliveira,  Rafael Mario Vichietti,  

Savanna Cipreste é uma jovem que, influenciada pela filosofia “hippie”, a qual seus pais eram adeptos, optou pelo curso de Ecologia na UNESP de Rio Claro. Ultimamente ela se encontra muito eufórica, pois daqui a um mês será sua colação de grau. Mas, este não é único motivo da euforia de Savanna: em breve ela irá se casar com Raphael Pinheiro, carinhosamente chamado por ela de Rafitus, que, de um simples colega de turma, tornou-se seu noivo no último semestre da faculdade. Savanna e Rafitus formam o casal mais apaixonado que se tem notícia, e a paixão não é apenas um pelo outro, mas também são profundamente apaixonados pela natureza e preocupados com a sua preservação.

Há algum tempo Savanna e Rafitus deram início à construção de seu futuro lar e acompanharam de perto cada detalhe. Contudo, a casa que eles estão construindo não é tão comum como parece, pois atentos às pegadas ecológicas e preocupados em ter uma casa que não agrida a natureza, eles optaram por construí-la de forma ecologicamente correta.

Ao se aproximar a data da construção do telhado, Savanna logo se preocupou em saber a origem da madeira que seria utilizada para este fim. A partir disso, ela e seu noivo foram até a madeireira de um conhecido para tratar do assunto. Ao chegar à madeireira, Savanna pergunta para o proprietário:

- Bom dia, Sr. Carvalho. Eu e meu noivo viemos à procura de madeiras para o telhado da casa que estamos construindo. O que o senhor tem de bom para nos oferecer e, se possível, com um precinho camarada?

- Savanna... quanto tempo, menina! Então quer dizer que realmente você encontrou a tampa da sua panela? Não se esqueçam de me convidar para a festa! Mas voltando ao assunto, eu tenho as madeiras perfeitas para o seu telhado! – disse o Sr. Carvalho.

- Que ótimo! Eu sabia que aqui era o local certo para virmos! – exclama com entusiasmo Savanna ao seu noivo.

E o Sr. Carvalho continua:

- Olha, eu tenho aqui peroba e ipê, de primeiríssima qualidade! Elas são extremamente resistentes e para você posso fazer um desconto especial.

Savanna e Rafitus levantam-se inconformados da cadeira e ela diz:

- Você está louco!!?? Estas são madeiras nativas!!! Para que você vai matar árvores das nossas belíssimas florestas sendo que hoje podemos utilizar madeiras reflorestadas?

- Calma, meus pombinhos amigos da natureza! É que em geral as pessoas procuram mais esses tipos de madeiras, mas eu também tenho aqui o pinus e o eucalipto, que são madeiras de reflorestamento. O seu desejo é uma ordem, mademoiselle!

- Muito bom, Sr. Carvalho! Mas é o seguinte, eu e Savanna sabemos que toda madeira reflorestada para uso na construção civil deve ser tratada. Que tipo de tratamento é utilizado em suas madeiras?

- Ah, quanto a isso não se preocupe! A minha madeira é tratada com arseniato de cobre cromatado, o CCA, o melhor e o mais conhecido preservante que existe! Com o CCA, além de garantir uma maior vida útil para a madeira, não há cupim que consiga se aproximar!

- E nem eu e Savanna vamos nos aproximar de sua madeira! CCA é um veneno, pois contém arsênio, que é tóxico para o ser humano e polui a nossa amável natureza. Vamos querida, vamos procurar outro lugar! – esbraveja Rafitus.

- Nãããão! Esperem um pouco jovem casal! Eu acho difícil que exista um produto melhor que o CCA, mas vou falar com o pessoal da empresa de consultoria que geralmente recorro. Espero que assim eu consiga encontrar uma alternativa que agrade vocês!

 

Você, como membro da empresa consultada pelo Sr. Carvalho, busque pelo menos duas alternativas viáveis ao uso do CCA como preservante de madeiras reflorestadas e indique, com justificativa, uma delas como a melhor solução.

 

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